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.: Um Gole De Ideias :. -> Dois anos no ar!

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sábado, 11 de abril de 2009

PAIXÃO POR CRISTO (SIC)*


Depois do desfile empavonado que Jesus fizera em praça pública no domingo de ramos, sua fama vigora. Aumentara o número de fiéis, ao passo que construira mais ódio nos sacerdote e fariseus. Seus discípulos o vislumbra, ainda que descrentes – Jesus era autoritário e prepotente demais, ninguém o suportava, isso lhe rendeu o apelido de “Rei dos Judeus”(atenção às aspas).

Se havia alguém que Jesus pegava no pé, sem dúvida era Judas Escariotes. Não o deixava em paz, sempre armado com as mesmas indiretas sobre traição – Jesus achava que Escariotes tivesse um caso com sua amada Maria Madalena. Ao contrário da atenção que Jesus empregava para com o seu mais fiel discípulo, Simão de Pedro sempre sofreu descaso: antes da Páscoa, os pés dos discípulos jesuscristinos seriam lavados e claro, Pedro novamente fora excluído. Depois de muito insistir, digo humilhar-se, ele teve seus pés umedecidos. Entretanto, Jesus não deixou de dar os seus sermãos e embasando-se na sua bola de cristal, disse que este o negaria três vezes.

- Jesus tem andado meio estranho, lindo... digo, chato ele sempre foi, mas ele está se superando ultimamente. Outro dia ele veio com uma conversa de traição. Você tinha que ver como ele fitou meus olhos enquanto ostentava sua premonição – disse Judas.
- Comigo foi muito pior: ele disse que eu o negaria e ainda foi preciso em número – três vezes. Você Judas, bem que merece a desconfiança de Cristo, pois vive de olho na Madá. Mas eu, sempre fui justo.
- Pedro, Pedro. Jesus começou a passar dos limites. Nós somos quem mais o credita e ele não nos dá o mínimo valor. Ele vai ver só: ele não diz que seu Pai o notifica de tudo via e-mails mentais? Então, pois façamos dos seus devaneios realidade. O entregarei ainda hoje para os fariseus – ainda por cima ganharei algumas moedas em troca.

- Não! Você está louco! Não cheguemos a tal ponto... - Pedro pensou um pouco e logo concordou: Dividistes comigo as moedas?

- Claro! Mas você deve seguir o meu plano. Se pergutarem por Jesus, diga que nunca o viu.- E fizeram.

Depois que Jesus conspirou ainda mais sobre Judas com o seu discipulado, ele teve menos remorso em entregá-lo às autoridades. Só havia um problema: sobre qual causa Jesus seria incriminado? Mas isso não teve importância.

Mais tarde, num passeio com seus discípulos para além do Ribeiro de Cedrum, Jesus fora preso pela legião. Judas prevendo que nunca mais viria seu mestre, o beijou com toda volúpia. Na verdade, sempre que Cristo estava acompanhado de Madá, Judas a invejava – era louco por um cabeludo de barba volumosa.

Por fim, a professia se fez: Jesus foi realmente preso. Para seu azar, o sumo sacerdote tinha concordado com os judeus em ofertar a morte de um homem para o povo. Pedro o acompanhou na detenção como testemunha, o negou três vezes. Em plena audiência, Pilatos tentava revogar o atentado anticristo por não ter uma justificativa cabível, ainda que Jesus não descesse do salto com seu orgulho impostado. Com toda condescendência, Pilatos dizia não ver crime nenhum em Jesus.

Durante o julgamento, as vozes bradas da multidão de Judeus diziam que soltasse Barrabás em vez de Jesus. Pensavam inocentemente: entre um ladrão de galinhas (Barrabás) e um político corrupto (Jesus 70 x 7 – nº de campanha), que resgatemos o primeiro. Mas ainda assim, Pilates não havia se persuadido pelo povo. Foi quando alguém apelou para corregedoria: os judeus gritaram ameaçando-o: “se soltar Cristo não você não é amigo de César, uma vez que alguém que se faz rei é contra ele”. E não teve jeito: Jesus, condenado, sentou-se no Gabatá do tribunal e, o mesmo povo que o defendera almejando salvação foi quem exigiu sua crucificação.

Em sua paixão odiosa, Jesus teve suas vestes dividas em quatro partes, sua túnica lançada à sorte para o “bendito” povo que o martirizou pelas palavras. À beira-cruz avistou suas Marias, o que fez aumentar ainda mais sua tormenta. Quando Jesus percebeu que as escrituras estavam se cumprindo e logo morreria, ele em respiração estridulosa suplicou:

- Tenho sede. Dá-me um Gole...?

Depois de saciado o seu último desejo - com vinagre que queimara sua pele lacerada como brasa -, uma lança transpassou seu peito, dando cabo ao tormento que o assombrava em seu leito perpétuo, a cruz. Ao passo que as lágrimas das Marias umedeciam o solo, Judas arrependia-se amargamente por perder seu amado. Futuramente veio suicidar-se, tamanha era sua angústia trágico-shakeasperiana. E consigo, morreu o segredo de sua traição: “se não podes ser meu, não serás de mais ninguém”.

Atualmente, uma grande parte da população mundial diz amar Jesus Cristo
acima de quaisquer coisas - para decepção do enciumado Judas. Pobre dicípulo.
***
* Segundo informações coletadas (sic).

7 comentários:

  1. Este comentário foi removido pelo autor.

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  2. Daqui a pouco você re-escreve a bíblia inteira!
    rsrsrs...

    Mandou bem pra aramba, amigo!
    Nem vi que tinha lido tanto...

    Cê botou até "o cara" pra pedir um gole, né?!rsrsrs... você é foda!

    Um abraço e obrigado pelo gole!!!

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  3. Adorei,
    Seria melhor você fazer um remake da Bíblia, talvez me desse mais vontade de lê-la. Enfim, adoro Judas, acho que ele foi necessário, um mau ou um bem necessário, um discípulo mal interpretado, tenho uma queda por ovelhas negras da família, eles não são realmente compreendidos... pena!

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  4. Um precioso, e porque não dizer, corajoso texto. Mesmo quem não puder concordar no varejo verá coerências no atacado. Até acredito que Judas confiava tanto nos poderes de Jesus que pensou em ganhar alguns trocados e ainda assistir o todo poderoso dar fim aos adversários num passe de mágica.
    Lhe desejar e aos seus Boa páscoa, essa foi minha intenção inicial, melando o teclado com chocolate... Tá servido?
    Ah ganhou também?
    Que bom, aproveite agora!!!

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  5. Olha pra vc num dizer q eu não li eu gostei de seu texto apsaer de achar longo e achar q Cristo tinha uma queda por Judas e a traiç~~ao foi da parte dele por ter trocado por outro...rsrs...bjus depois debateremos mais.

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  6. Escreve bem, sabe contar uma história, isso que importa. Quanto ao conteúdo do texto não importa muito se faz parte da "crença" do autor ou pura brincadeira de ficção. O que importa é prender o leitor do início ao fim do texto, principalmente se parece um pouco longo.

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Muito obrigado pelo seu comentário (dose)!

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