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.: Um Gole De Ideias :. -> Dois anos no ar!

.: Alexandre Lopes :.
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segunda-feira, 27 de abril de 2009

ENTRE UMA CERVEJA E OUTRA, CAFÉ ÀS PRESSAS


Eram seis e meia da manhã. Acordei inebriado, bêbado de sono e em mente o meu destino: o trabalho. As meias invólucram os meus pés desde à noite passada e sobre o meu corpo parcialmente desnudo, camisa e calça são vestidas rapidamente – no âmbito da pontualidade.


“Rita, prepare o meu café, por favor! - Do banheiro eu gritava para minha empregada, enquanto penteava os poucos cabelos que o estresse me poupou.


Correndo, cheguei à cozinha e sobre à mesa, disposta de maneira organizada estava a alimentação matinal: pão com manteiga e um cafezinho bem forte, que exalava no ar o seu aroma inconfundível. Prendi o pão à boca numa voraz mordida. Enquanto uma mão segurava o molho de chaves, na outra estava o líquido que seria sorvido às pressas durante o percurso.


Dentro do carro, esperei: abrira a porta da garagem. Meu pé ansiara aconchegar-se ao acelerador. À toda velocidade parti com o carro. Ao passo que o pão fora digerido no meu ventre após uma ineficiente mastigação, equilibrei em minha mão o escuro líquido cafeinado. O café às pressas foi sorvido finalmente.


À vista, uma imensidão de asfalto cortado por listras amarelas paralelas, duas. Quando virei na esquina, deparei-me com numerosos automóveis em fila indiana que emitiam dissonantes canções busínicas: Disfonia n° 5 em Ré Menor de Ludwig Wolkz Wagen, Prelúdio em Ré Menor de Jonh Ford ka e Conserto Grosso de Viv'Audi. A rua era intrafegável. De nada valera minha pressa - só poderia lamentar.


Admito: pensei em unir-me aos demais (dis)músicos e até esboçei mentalmente o lá sustenido em fortizzimo que minha buzina entoaria. Mas, parei. Pensei. Fiquei perplexo, sem reação alguma. Percebi que era escravo do tempo e nunca conseguiria me libertar dele por mais que eu lutasse. Cri que a melhor escolha seria me entregar: a mesma mão que emitiria discórdia, tomara uma nova decisão: ela ligou o rádio em música suave e reclinou minha poltrona. Por um momento esqueçi da minha localização e claro, do meu destino.


Resultado: cheguei todo relax ao trabalho - em estado de êxtase - e deparei-me com o “bom-dia” cortês da recepcionista. Por fim, depois de tantos salamaleques, cheguei à porta do meu escritório. Vi o chefe caminhar resmungando em minha direção a todo vapor. Seria provavelmente minha demissão ou no mínimo uma advertência - um roubo dos últimos fios de cabelos que ainda me restam.


“O trânsito desta cidade está um caos hoje!” – o disse ofegante e apoiando uma das suas mão no meu ombro como anteparo.


“É verdade. Está cada dia mais difícil chegar pontualmente nesta empresa. O trânsito nunca ajuda” – o disse incógnito: ao mesmo tempo apaziguador e sarcástico”.

***

- Garçom, traz mais uma loura gelada! Esta aqui acabou num gole, não é verdade pessoal? Bem... o quê eu estava falando mesmo? Ah sim, lembrei: o dia em que eu me safei do nosso chefe e ainda o fiz de bobo. Agora vou contar pra vocês uma novidade: Adivinhem quem me chamou pra sair ontem?


“Claro, e você está fazendo o quê aqui conosco – um bando de ébrios solteirões- em pleno sábado à noite?” - pensaram simultaneamente todos os companheiros de mesa do contador de história. Digo, contador de estória.

4 comentários:

  1. A história é boa! Tenho muito o que aprender com esse ilustre personagem. rs... A arte de convencer não é fácil!

    Um belo exemplo de argumentação livre... o Jonatan está esboçando um livro! Antes de mim ele publica! rs

    Parabens amigo!

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  2. Agora todos os membros deste blog querem escrever um livro? rs
    Vou entrar nessa também, hein?
    Excelente texto, Jonatan.
    Parecia que você estava falando sobre como será o seu futuro! rs
    Mas poderia ter dado um pouco mais de destaque para o pobre cafezinho, ele é o que nos mantém acordados e ativos durante todo o dia e nunca ganha o reconhecimento devido! rs

    Parabéns!

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  3. Este comentário foi removido pelo autor.

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  4. Realmente eu acho que não estava enganada quando tive aquele sonho de vc com o cabelo grande com cara de escritor velho e acabado, mas por tanto sucesso que fizera cansou dessa vida de artista e observava seus amigos tentando aprender, e vc tentando ensina-los, analisando eles de longe tentando corrigir seus erros...era isso que sonhei no dia em que leu esse gole pra mim fomos para o parque e depois dormi e tive este sonho...é ótimo esse textículo, vc já escutou minha opinião ao vivo e repito que é adorável o destino que as coisas tomam e não adianta tentar mudar...bjus

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Muito obrigado pelo seu comentário (dose)!

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