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.: Um Gole De Ideias :. -> Dois anos no ar!

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sexta-feira, 25 de junho de 2010

Despertar de um sonho real



Uma vez um sábio me disse, fosse qual fosse o motivo que eu revolvesse trilhar na estrada das minhas próprias razões, eu teria que passar pela dor, e ela viria muitas vezes de bom grado. Eu o chamei de hipócrita sarcástico! Eu mal sábia que ele estaria certo. E a razão da minha vitória era minha perda do passado, Quando descobri a vergonha nos olhos de quem mentiu e perdeu a lealdade, e o mais importante, perdeu a honra.

Saio hoje machucado pelas feridas que começam a cicatrizar, mas desta vez tenho o remédio que me vem em dose certa, minha lucidez.

Não caminharei nas pedras cortantes da mesma desilusão.

O que de bom eu trago de tudo isso é a certeza que podemos errar nas escolhas, mas nunca estaremos errados sobre nossos sentimentos, apenas talvez não estejamos ainda tão maduros para entendê-los.

Quando aquela silenciosa voz fala aos nossos ouvidos, temos que prestar atenção aos detalhes que elas carregam, quando vêm bons presentes aos nossos braços, pode vir também no pacote algo maior que transformaria talvez um presente magnífico em um enorme fardo que terá que carregar pelos outros.

Se um dia você acordasse e descobrisse que um capítulo da sua vida nunca existiu, tudo sempre foi mentira e restou apenas uma página, como conviveria com essa perda ou desilusão?

E quando mentem pra você enganando sua própria luxuria, para tirar vantagem dos outros, você corre, se esconde ou ameaça a hipocrisia daquele ao qual você depositou sua sinceridade e confiança?

A vítima infelizmente sou eu que pago pelo erro alheio e sofre as dores que um dia já foram lágrimas de felicidade, ou assim eu imaginava ser. Mas por vezes a ostentação da riqueza mata um belo sentimento que se chama amor.

segunda-feira, 21 de junho de 2010

O ano de morte de José Saramago


Data da última sexta a falta que sinto de um amigo que me falava sempre de coisas interessantes. Vivia com a ideia dele por mais tempo, a palavra sobrevive ao momento de fechar o livro, Não, não conheci pessoalmente esse senhor de vida reclusa, Conheci-o como todas as outras pessoas de bom tino, através de seus livros, Não sou fã daquela reverencia póstuma que é muito comum por aqui, mas neste caso, falo de minha admiração sincera e já aniversariante em mim mesmo, Penso agora como seria a morte para um ateu, Digo, como seria a morte para quem vive bem com a ideia dela, Saramago já disse em entrevista que poderia viver mais uns dois ou três anos, Já disse que a bíblia é um livro de maus hábitos, Foi comunista, Enfrentou o próprio país, notoriamente católico, com o famosíssimo “Evangelho segundo Jesus Cristo”, Recebeu merecidamente, o primeiro e até agora único, Nobel de literatura em língua portuguesa, Por tudo isso, ele ganha status de coisa contada, saí hoje do mundo e vira ideia... Sepultamos o corpo de um substantivo concreto, Encerram-se a quantidade de volumes assinados por ele em nossas estantes, A literatura mundial fica desnorteada, Vive a força de uma boa obra de arte, aquela que sobrevive ao tempo, Um bom livro é novo a cada leitura, Saramago nos deixa seus enigmas e histórias, numa vasta e lindíssima obra.

Agora já não mais adiantam os aplausos e os prêmios, fica para os vivos suspeitarem e criarem o que possivelmente ficou oculto, o que possivelmente nos ensinará mais, e que poderá render copistas pretensiosos... A literatura ganha um novo capítulo concluído e nós, leitores perdemos a identidade. Já não é possível esperar que retratem nosso mundo com tanto primor. Ave Saramago!

“Ó mar salgado, quanto do teu sal

São lágrimas de Portugal” (Fernando Pessoa)


Hoje o mar fica ainda mais salgado...

domingo, 20 de junho de 2010

O CLIPE DA INVISIBILIDADE


Com apenas 15 anos, John já tem muitos problemas para serem enfrentados. Possui dificuldade para se relacionar com as pessoas: muitas discussões familiares, namorofobia e o isolamento social são uns de seus estorvos. Para falar a verdade, o maior problema da sua vida foi não ter problema algum. Seus pais sempre o bajulavam, proporcionando uma vida acomodada, seguida de muitas reclamações e agressões verbais.


Foi aos 12 anos que John ganhou de aniversário o seu primeiro diagnóstico, o de síndrome do pânico. Um presente inesquecível! Foram muitos fármacos administrados, muitas consultas psicológicas, muitos conselhos tortos de familiares... Em fim, nada foi resolvido.


Assistindo um clássico do cinema, O Homem Invisível, John viu uma situação para o fim de seus problemas. O pequeno psiquiátrico lembrou-se de um clipe mágico que ganhara de sua professora, antes de um seminário. Ela o aconselhou: “deixe o clipe no bolso, ele tem poderes surpreendentes. Sua magia pode transformar qualquer dificuldade numa habilidade incondicional. Para tanto, basta acreditar. Durante sua apresentação oral, deixe-o no seu bolso e o aperte com força. Isso ligará o botão – o efeito gatilho. Sem mais delongas, apresente-se e veja você mesmo”.


Pois funcionou. John tirou uma boa nota no seu seminário de ciências e foi aplaudido por seus companheiros de classe. Desde então, ele havia guardado o clipe mágico no seu quarto, dentro de uma redoma de vidro, esperando ocasiões especiais de uso. Mesmo em situações críticas, ele não mexia no clipe, pensando que poderia exaurir as suas energias.


Anos depois... Chegou a hora de utilizá-lo novamente, pois o rapaz se apaixonou por uma amiga de escola no primeiro dia de aula. “Sim, mas qual o problema”? – o leitor se pergunta. O grande problema é que essa talvez seria a única vez que ele pisaria na escola naquele ano.


Após sentir que as pessoas estavam o devorando com os olhos, começou a ficar nauseado, com a visão embaraçada... Logo, desmaiou. Desde então, ele não participa mais presencialmente das suas aulas. Contudo, a escola entrou em acordo com seus pais e os médicos: Jonh estudava em casa, posteriormente realizava avaliações mensais na diretoria da escola, isso acompanhado pelo zelador. John precisava muito ver aquela garota, precisava dizer o que sentia por ela. E só poderia ser naquele local, na temida escola.


Depois de meses do incidente, o menino do pânico retornou à escola num estado não muito comum: estava invisível. Quando adentrou os portões da escola, todos pararam espantados por avistarem John desfilando de chinelos e cueca. Seus amigos sem saber como agir, apenas ficaram indiferentes: fingiram que ele não estava ali. Apenas cochichavam: “Olha lá o maluco”! “Que ridículo”! “Ele quer aparecer”! ...E ele caminhou até a sua amada que, por sua vez, ficou estática e ruborizada. O menino sussurrou nos seus ouvidos “eu te amo”, deu-lhe um beijo nos lábios e foi embora, como se nada tivesse acontecido.


“Funcionou! O clipe mágico me deu a invisibilidade” – disse Jonh euforicamente!


***


Alguns dias depois no Jornal do Gole:


JOVEM É MORTO POR SEGURANÇA DE BANCO


Jovem de 15 anos adentrou a agência bancária, portando óculos escuros e mochila, numa suposta tentativa de assalto ao Banco Central do Gole. A assessoria de imprensa afirmou que o menino fingiu não ouvir as solicitações do segurança, sendo bloqueado na porta giratória, por conseguinte destravada: “Tira a mão do bolso! Deixa-me ver a sua mochila, menino”! – relatou o segurança. O jovem inesperadamente teria reagido sacando o que poderia ser uma arma. O segurança só não imaginava que o menino sacaria um clipe de papel.


O estudante foi morto com três tiros. Tal acontecimento causou revolta a cidade. A mãe do jovem relatou que ele sofria de alguns problemas psicológicos, que ultimamente mantinha alguns rituais com um clipe e que apresentava comportamentos estranhos relacionados à invisibilidade.

sexta-feira, 18 de junho de 2010

Eu nao vendo amor


Para uma maior compressão do texto é imprescindível ler antes “O Amor É Fogo”, de Fabrício Pacheco, e “O Último Romântico”, de Jonatan Bandeira.


Eu não vendo amor. E não esperem por rosas. Nem chocolates. Quer saber, não espere pelo amanhã e a anunciação vã de um eterno círculo de afeto. E nem pelas obrigações consensuais de um ritual cômico e fadado ao fracasso chamado namoro. Não espere de mim, pobre e incompleto, a subserviência de uma vida a dois.

Eu não vendo amor. E nem as juras secretas, os sussurros inaudíveis e as carícias de um tórrido relacionamento. Não escrevo versos e nem sei fazer poesias. Mas que se f (!)... Não espere o calor das palavras inusitadas, rimas incompreensíveis para ostentar uma sensibilidade romântica. Que Deus me tenha em bom lugar!

Eu não vendo amor. E considero inviável, embora inevitável, a união entre dois corpos. Essa ligação é sutil e superficial demais para apoiar um caminho longo “até que a morte nos separe” de exigências e expectativas invariáveis. Não acredite em mim quando digo “eu te amo”, pois quem conjuga um verbo sabe mais sobre palavras apenas.

sábado, 12 de junho de 2010

O ÚLTIMO ROMÂNTICO


Ontem eu mandei flores para a minha amada, mas ela as recusou. Além disso, descobri que ela me ridicularizou com as suas amigas. Qual homem em sã consciência, em 2010, enviaria flores para uma mulher? Eu! Sou o último romântico. Contudo, essa e outras manifestações obsoletas romântico-amorosas levam-me a angústia de uma eterna vida de solteiro.


A origem do meu comportamento foi um excelente modelo de casamento. Meus saudosos pais sempre viveram num clima amoroso tão contagiante que era quase impossível eu não acreditar no amor incondicional. Desde criança, percebi o quanto ele eram felizes: pareciam que se complementavam e que eles nunca poderiam existir plenamente sem o outro. Sabe a história das metades da laranja? Acho que foram eles que a inventaram. Enfim, acabei bebendo de uma fonte de amor inexaurível.


Meu pai sempre me ensinou como conquistar uma mulher, bem como satisfazê-la. Certa vez ele me disse: “mais difícil do que conquistar uma mulher é manter a chama do amor acesa. Todos acham o amor complexo, mas o segredo do seu sucesso está nas medidas simples, Filho. Devemos agir de maneira simples, porém inesperada”. Meu pai dava presentes para a minha mãe em datas inconstantes. Quando ela o perguntava sobre o porquê daquele presente, ele sempre tinha uma resposta cativante: “por que eu te amo”, “por que você é a mais linda das mulheres”, “por que sem você não vivo”...


Como dizem: “Filho de peixe, peixinho é”. Sou o homem que mais entende os sentimentos das mulheres. Pena eu ter nascido na era do desamor. Lembro-me dos meus namoros, consequentemente das numerosas cartas que já enviei. Minha ex-namorada me chamou de brega quando a enviei a primeira. “Em tempos de depoimentos no Orkut e e-mail, você me envia uma carta”?! – disse a desnaturada. Mas não para por aí...


Lembro-me que namorei uma menina que morava no primeiro andar de um apartamento nobre da Barra da Tijuca. Isso era extremamente convidativo para uma ação romântica. Assim, fiquei por volta de duas semanas trabalhando numa música para ela. Adivinha o que eu fiz? Não, eu não gravei um vídeo e coloquei no You Tube! Tenta de novo, leitor. Alô, gente, eu fiz uma serenata! Não, isso não é bombom, o bombom que tem esse nome por causa da serenata; que nada mais é do que uma cantiga de amor entoada para sua amada à noite, sob sua janela. Poxa! Ela alegou ficar extremamente constrangida com aquilo e terminou o nosso namoro. O bom foi que pelo menos ela não me jogou o famoso balde de água fria na cabeça.


Já fiz de tudo para agradar as minhas namoradas: viagens paradisíacas, jantares românticos, ligar depois da primeira noite de amor (isso é demasiado difícil para homens)... Mas nada disso funcionou! Como o mentor dos meus relacionamentos está morto (papai), decidi pedir opinião de um grande amigo namorador. Queria saber o que ele fazia para preservar os seus relacionamentos. Ele não tinha o que dizer, pois realmente ele não se esforçava em fazer nada excepcional. Eu insisti: “nada mesmo? Lembre-se, deve haver alguma coisa diferente”. Ele me respondeu: “Não faço nada demais, aliás brigamos o tempo todo. Acho que ficamos juntos por necessidade, mesmo. É, necessidade! É tudo tão chato, tão monótono... namorar é uma maneira de compartilhar o ócio e as carências, uma maneira de extrair alguma coisa do nada”.


Depois daquelas palavras, achei que havia recorrido à pessoa errada, mas não foi. Conversando mais um pouco com o meu amigo descobri que ele pagava algumas contas das suas namoradas. “Contas”?! – surpreso reagi. Fiquei impressionado, até porque o meu amigo não é nenhum rico. Fiz a experiência... Bingo! Funcionou, porém não fiquei nada feliz com um relacionamento comprado. Logo terminei - solteiro.


No final, desesperado, resolvi recorrer à internet, colocando esse anúncio num site de relacionamentos.


Jovem de 25 anos procura pessoas tolerantes ao romantismo


Tenho 25 anos. Não mencionarei meu tipo físico, pois quero alguém que me ame por minhas ações. Desde já, deixo claro o meu grande defeito: sou o último romântico. Procuro por alguém que gostará de receber cartas de amor, poesias, músicas românticas, ligações diárias e elogios sinceros. Quero também alguém que valorize minhas intenções de amar incondicionalmente e que esteja disposta para ser amada. Observação: sou órfão, portanto você não terá sogros. Se tiver interesse em me conhecer, segue e-mail para contato: ultimo-romantico@umgoledeideias.com.


***

Finalmente, o anúncio funcionou. Na semana seguinte, recebi inúmeras propostas de encontro, no entanto havia um pequeno problema: todas as pretendentes tinham mais de sessenta e cinco anos. Volto a estaca zero.

quarta-feira, 9 de junho de 2010

O amor é fogo!

Ainda sofremos hoje com estereótipos do idealismo do amor romântico. “O amor é lindo”, suspiros e versos açucarados. Essa confusão de hormônios, melhor explicados pela superinteressante que por Camões, não passa de um primeiro e entusiástico momento. O amor é fruto de um árduo trabalho. A convivência, a TPM, sentimento de posse, ciúme, greve de sexo... tudo isso não cabe em um poema e passam como sintomas comuns depois de retratados em reportagem.

Verdade é que quando o corpo sinaliza o primeiro e delicioso sintoma que o mal está por vir, instantaneamente ignoramos as relações mal resolvidas do passado. Começa então a dança dos corpos epiléticos. “Amor é prosa, sexo é poesia”, adorável Jabor, você tem toda razão. O amor é uma prosa densa e objeto de estudo de todos os que se aventuram, e uns outros passivos também. Os poetas nunca tentaram defini-lo, pelo contrário, ofereceram às palavras o consolo de chegar perto desse vício tão recorrente entre os humanos.

“Amor é fogo que arde sem se ver” é... Camões! E como arde! Das delícias as alucinações, ou paraíso ao inferno. Nunca vi antítese tão bem construída: amar. Trás em si mesmo um balsamo e uma bofetada. As faces ardentes do primeiro erro tão degradável, perdoam só por perdoar... e se arrependem e se ofendem e se chocam e se aterrorizam e se ameaçam e se beijam. E como que num segundo, que é menos que um segundo, derramam-se em declarações silenciosas.

Tristão e Isolda, Romeu e Julieta, Bentinho e Capitu, Basílio e Luiza... Incontáveis exemplos na arte que vem da vida, que é mimese da vida como Aristóteles já dizia. Longe da arte a vida trás objeto imensurável a ser copiado. Minuto a minuto o corpo de vários terráqueos ora produzem ora mantém ou ora destroem amores. Como num ciclo hindu o amor se renova e garante a manutenção da arte por gerações.

Teoria salva, o amor não é tarefa simples. Não me arrisco em poesia tão gratuita e publicamente. Os meus versos e o meu lírico só soam a favor de um belo e recorrente refrão: Eu te amo! E destinam-se a uma musa perfeita que a entronizo e me torno vassalo. Como naquele velho amor das cantigas trovadorescas, como aquele velho amor que critiquei no começo do texto. E por fim, tão perto a data mais solitária pros sozinhos e mais par pros casais, desejo: coragem, paciência e falta de pudores aos que se atreverem a ter com o amor.

sábado, 5 de junho de 2010

MUNDO ESTRANHO

Ao meio ambiente, com carinho

Como foi incrível a sensação de pisar naquele mundo! As coisas eram tão incomuns. Vi o que ninguém jamais poderia imaginar no meu planeta: lá existia uma imensa quantidade de substâncias; Tudo era muito estranho, uma das mais abundantes destas substâncias modificava a sua cor.


Da minha nave, avistei um imenso solo azul. Na ânsia de tocá-lo pousei, contudo quando entrei em contato com a substância, ela se liquidificou. Além disso, surpreendentemente aquilo ficou transparente. Eles nomearam essa coisa de água. Novamente isso aconteceu comigo, desta vez avistei imensos tapetes marrons (rios) que serpenteavam por seres verdes desarticulados. Tive que tomar muito cuidado, pois estes seres exalavam uma substância tóxica que, por sinal, pode ser encontrada por toda a superfície desse novo planeta descoberto: oxigênio. É impressionante existir vida num lugar cheio de propriedades que envenenam!

Outra coisa que me impressionou foi o fato de que, nesse tal mundo, quase tudo emite som. Os próprios seres verdes que mencionei conversam entre si, sibilando o que dizem se chamar folhas. Estas folhas se dispõem em número incontável, espalhando-se pelos numerosos membros desse ser, os galhos.

Aqui, percebo que os dominantes do mundo são animais chamados homens. Eles possuem uma cultura muito estranha e irracional. Aparentemente são organizados, no entanto, são perigos para si mesmos: são extremamente auto-destrutíveis. Acredito que ajam instintivamente. Reproduzem-se na maior parte das vezes de um por um, mas para tanto existe imensas tentativas de copulação entre sua espécie. Os ignorantes copulam entre si, até quando estão inférteis ou são do mesmo gênero. Quando a cúpula é bem sucedida, a fêmea hospeda sua cria por um período de 0,9 nanomeses.


Esses animais, também chamados de humanos, muito me confundem! Ao mesmo tempo em que existe uma cultura de colaboração entre eles em vários acontecimentos, eles vivem brigando entre si. Por falar em vida, estes animais vivem muito pouco, por volta de 70 nanomeses. Apesar de haver muitos animais que poderiam ser predadores dessa raça, a maior causa-morte aqui é entre a própria espécie: matam-se entre si com seus meios de transporte, suas próprias armas de defesa e sua alimentação. Não compreendo!


Enfim, gostaria de ajudar esses terráqueos, pois são muito ignorantes quando poderiam não ser. Penso que poderia levar um casal deles comigo para fazer algumas experiências. Por que o homem age de maneira tão irracional? Descobrirei o que é esse ser humano.

quarta-feira, 2 de junho de 2010

Quem te consome enquanto você consome?


O tempo se divide nas imperfeições da vida e nas batalhas de glórias e derrotas, suas raízes profundas dominam nossos sentidos e encurtam nossas vidas na medida em que evoluímos. Que discrepância louvável, evoluir e se destruir, viver esperando a morte em cada sombra.Qual o sentido da vida?

Somos consumidos à medida que consumimos. Imponentes senhores adornados de ouro que envelhecem e murcham como um botão de rosas no jardim.

Nossa água um dia seca e derramamos os nossos sonhos junto com ela, deixando apenas nossas lembranças que são imortais até que o tempo arrume uma maneira de apagá-lo também, como ela faz com tudo que ela toca.

Quem foi o autor dessa coisa chamada tempo?

Por que o tempo não da um tempo?

Se você considera-se o maior de todos os homens, e seus feitos repercutiram por toda terra, se você é lembrado por séculos e admirados por muitos, seja mais humilde, porque se você fosse tão bom assim, venceria o tempo que te consome.

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