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sábado, 18 de abril de 2009

O presente do tempo ausente [filosofia de não-filósofo]



Revisitando o tempo, que fez questão de correr na hora mais favorável, vi que os atributos concretos que o conferimos são efêmeros. Ao relembrar o passado, o trazendo para o presente, percebi que o ontem nada mais é se não o trouxer para o agora. O futuro fora da bola de cristal dos místicos, querendo eu não esbarrar em nenhuma fé , não existe. Por debaixo do pano o tempo como convenção nos forja soluções e passivamente aceitamos para driblar a abstração.

Um minuto de prosa para nós internautas pode ser muito pouco, mas para um paciente de uma doença terminal pode ser mais que o suficiente para uma declaração derradeira. Ou ainda amantes em quartos de motéis transformando das horas em breves segundos. É muito engraçado notar que o tempo corre insistentemente avançando a um futuro inatingível e transformando o quase agora em passado.

Minutos antes de uma palestra de um famoso conferencista, ou ainda de um grande grupo de rock antes de subir ao palco, ou momentos ansiosos de um político que antecedem o discurso de posse. É o presente! O que passa... mas enquanto isso na ânsia de um “futuro” correm os ponteiros significativos daquele cuco gigante. Faltam quatro minutos... a mão fria... cutuca a cutícula... estalam os dedos... todos... ensaia mais uma vez o que fará em breve... e no relógio: faltam três minutos e um quarto.

Enquanto isso nos bastidores da televisão a redação corre para estar no ar com o programa em tempo real. Algo que nossa virtualidade não alcança. O presente antes do que temos acesso. O passado que veio antes do próprio passado. É o tempo que nos prega uma peça a cada reflexão. Resisto a não o transformar em personagem e o excomungar... mas não tenho tempo pra isso.

O presente lhe dou de presente... disse o tempo a mim cordialmente. Em resposta minha voz tremula não soube agradecer. Mas por um instante fui tomado pela decisão mais sincera que tive e me fiz promessas. O tempo não perde por esperar.

4 comentários:

  1. Agora já passou e tornou-se passado... Deus, quanta verdade confusa! Me sinto roubado por nao viver o presente que nao existe e deixar no passado as melhores lembranças e esperar o futuro que sera o agora e se tornara passado. Por que voce abriu meus olhos?! Otimo...

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  2. Tempus Regit Actum!(O tempo rege o ato!)
    Texto perfeito! Essa viagem pelo tempo, brincar com o passado, presente e futuro me inebria.
    Gosto muito dessa conotação filosófica e reflexiva. há em "que" de mistério nessas existências temporais.

    Um gole soboroso de Lís ( O anestésico Absinto)

    Nos de mais goles como esse.

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  3. Texto muito foda, Fabrício!
    Parece que nós, companheiros de gole, temos uma certa tendência a falarmos sobre o tempo, não? rs Mas não temos escolha, o tempo é nosso passado, presente e futuro; escrever sobre ele é sempre um desafio!

    Parabéns!
    Abraço!

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Muito obrigado pelo seu comentário (dose)!

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