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.: Um Gole De Ideias :. -> Dois anos no ar!

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quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Desconstruindo o Príncipe Encantado

Príncipe e encantado já deixaram de ser adjetivos usados juntos para designar uma mesma pessoa. O barrigudo, o incompreensível e o flatulento marido foi o que restou da mítica e heróica corrida ao altar. O cavalo desintegrou-se sobre as nádegas tão gelatinosas e adiposas e o amor surreral foi-se como o último pedaço de torta de maça que o gordão aí comeu tudo sozinho.

O conto de fadas deve uma explicação: onde estão os melhores homens para se casar? Eu respondo: estão nas mentes perturbadas de pessoas malvadas, como madrastas/bruxas, que iludem os sentidos com a imaginação. Nunca existiu ou existirá o Príncipe Encantado. No lugar disso, temos o Príncipe Burro e o Feio Encantador. Encantado aqui só a magia de se envolver com tipos como esses.

Uma vez, conversei com um Príncipe Encantado. Ele era anormal até onde se percebia, tonto quando não se deveria ser e fatídico sempre que desnecessário. Falava como uma gralha e pensava com a metade da capacidade intelectual de uma – eu sei, coitada da gralha. Eu o perguntei como era ser alvo dos desejos primitivos e viscerais das mulheres. Acho que não entendeu a pergunta. O silêncio fora revelador.

Quando o deixei ir, ele montou em seu cavalo – que soltou um relincho insatisfeito, muito semelhante ao ânimo do príncipe – e falou enquanto galopava para a estrada da floresta: - “Não sei muito bem o que você quer saber, não! Mas as mulheres aprenderam da pior forma possível que príncipes não existem”. “De que forma?”, perguntei eu. “Beijando sapos!”, esbravejou, enquanto galopava para dentro de uma floresta com árvores frondosas. 

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Construindo a realidade

Hoje cedo revi meu episódio favorito de friends, revisitei o baú de lembranças pessoais, me mandei convites a uma nova perspectiva, mas acho que não aceitei todos. Vi minha vida do ponto mais alto que pude como se soubesse tudo de mim mesmo. Como se meus instintos e emoções juntos não resvalassem o ponto de vista grandioso e eterno sobre a minha própria vida. Não sou o melhor com os meus atos, narro melhor que os vivo.

Ainda na tarde desse dia reflexivo e enfadonho, me pus a reouvir as músicas caóticas da Legião Urbana. Não vou tentar suicídio como fiz da última vez que me dediquei tanto a este ofício. Não espero que nenhum coelho me mostre que existe um mundo melhor que este que vivo. Escolhi ontem que não posso ir muito fundo na toca da existência. Suporto facilmente os desequilíbrios e as confusões que me meto. Não suportaria imaginar que isso tudo aqui pode ser só o que eu imagino como realidade.

As canções e as pessoas nunca me surpreendem de tudo. Espero erros dos humanos e beleza na arte. De certo que encontro um funk desafiando o meu senso estético, ou ainda uma pessoa negando preconceitos ou se dizendo sincera. Coisas da vida! Pego meu quê de realidade no meio disso tudo. Não existe força que me faça viver automaticamente, embora minha vida tenda a rotina. Mas não existe rotina. Entende?

Agora digníssimo leitor que se atreve junto a mim nessa narrativa torta, não me julgue prolixo ou desregrado. Não sou eu que vos falo. O autor não existe. A vida deste texto é uma fuga da realidade e ao mesmo tempo uma tentativa de dizê-la. O protagonista ensaia na ficção com voz que imita o que o autor viveu. E entre rascunhar uma verdade tão distante como essa, não se desafie por demais, caro amigo. Fique com a tua!

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