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quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Caso eu case...


Descobri uma maneira de viver eternamente feliz com a pessoa amada pelo resto de nossas vidas: respeitar o espaço individual, a distância entre nós. Enquanto eu permaneço com meus pés para o alto, em minha casa no Sul, ela desfrutaria da minha ausência na sala de estar de sua casa – no Nordeste. Ir a lugares interessantes todas as semanas. Mas ela na segunda e eu, na quinta. Ter longe do alcance o celular e esquecer o número da esposa.

Caso eu case, será um tipo de relação única e fundamentalmente consensual. Um contrato assinado, respeitado e temido: que me dê pleno poder de sair desse barco-casamento ao menor sinal de pique. Também garante muitas coisas a amada: que fique bem longe de mim caso eu ganhe na Mega Sena, mude o nariz ou faça aquele tão sonhado alongamento peniano. Há muito tempo não sei o que é uma noite embalada por um ardente e desvirtuoso jogo de amor.

Como um bom pensador, acredito que sei o que faz os casamentos darem errado: casar! Só se divorcia quem se casa. Não é à toa que o casamento é causa número um de separação no país. Contudo, eu ainda não entendo os homens: quando estão sozinhos, querem casar. Quando estão casados, querem morrer. Uma redenção encontrada não somente no suicídio, mas a ideia do homicídio retumba em sua cabeça. Casar-se compromete a sanidade, dizia o pintor da minha casa.

Caso eu case, darei ouvidos aos pensamentos de meu pai – que Deus o tenha em bom lugar. Ele que era homem de verdade. A partir do “sim”, no altar da igreja, nunca mais conversou com minha mãe. Dizia ele que isso evitava discussões. E no aniversário de trinta e cinco anos de casamento, ele deu a ela uma cadeira elétrica. Até hoje, nunca entendi o tal presente. Mas em um verão, houve um apagão geral na cidade. Depois disso, meu pai nunca reapareceu.

5 comentários:

  1. Não me assusta que esse cara aí queira tanta distância num casamento e ainda menciona o tal contrato, um tanto quanto peculiar! Ele deve ter medo de sumir, como aconteceu com o pai dele! rs

    Ótimo texto, ótimo senso de humor, ótimo o presente do pai à mãe. Mas melhor ainda, sem dúvida, foi como ela soube utilizar bem a cadeira elétrica!
    Sou fã dela! rsrs

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  2. Já eu acho que isso não foi um ótimo senso de humor não... o Xandi é um caso perdido! Um dia vai casar com o primeiro grande amor da vida dele e sentará voluntariamente numa cadeira elétrica... taí a grande sacada: casar é sentar numa cadeira elétrica! rs...

    O pior não é morrer abruptamente, e sim se acostumar vagarosamente com os choques gradativos até que esqueça o mundo dos carentes de energia... A normalidade sem graça de viver a vida sem nenhuma emoção... ô viagem! DEixa pra lá...

    Parabens pelo texto!

    PS.: Viu Jonatan? Eu disse pra você não se meter! rsrsrs...

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  3. Bom saber que meu post rendeu este aqui!
    Humor afiadissimo,sarcasmo na medida certa! Melhor forma de conviver com essa coisa da vida: o tal camanento!
    Tenho um olhar meigo quando penso no casamento desses dos filmes de amor,mas logo depois quando olho este mundinho real...Não!,não dá!
    Penso como fui bem tratado a vida toda por minha mãe e tias e tenho certeza de que mulher nenhuma vai compactuar com meus caprichos.Depois vem os filhos,tpm...Divorcio que custa muito...

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  4. Você é realmente um cara muito engraçado/estranho, Xandy! rs
    Concordo inteiramente com o Fabrício, vai acabar casando com o primeiro grande amor da sua vida, quando for arrebatado por esse tipo de sentimento, veremos um texto completamente diferente deste, quer apostar?
    Eu quero casar, sabe disso, tenho essa "fantasia" de casa bonita, cerquinha branca etc.
    Espero de verdade que você mude de opinião e comece a ver o casameno com outros olhos!

    Mesmo discordando de sua opinião, adorei seu texto, muito bom mesmo!

    P.S.: "aquele tão sonhado alongamento peniano"? kkkk

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  5. kkkkkkkkkkkkk Adorei seu texto e a imagem do Johnny Depp tb em a noiva Cadáver...vc se inspirou no filme em que ela estava morta e fez junção com o tema da cadeira elétrica...rsrs...Caso haja casamento rsrsrs...eu de início pensei que o texto era do Bandeira(Jonatan) pavor de casamento e se fosse arrebatado eu duvido que escaparia dele rsrs...ótimo texto...e que negócio é esse Xandy esquisito sobre o alongamento peniano...desde que li o texto não consigo parar de rir. Bju

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Muito obrigado pelo seu comentário (dose)!

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