UM GOLE DE IDEIAS

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terça-feira, 12 de outubro de 2010

Tempo, tempo, tempo, tempo...

Ainda ontem tive a solução para minhas indagações, mas esse estalo criativo não é aplicável hoje. Deixa ser como será. No futuro a cura e para o hoje as enfermidades latejam. No plano político boas novas que ancoram no quando. Quando for eleito, quando vencer as eleições, quando que nunca chega.

Chegam as rugas que justificamos com experiências adquiridas. Chegam os arrependimentos que nos torna melhores amantes e alunos. Vem a vida com tropeços evidentes e ela segue sempre rumo a um eterno “pode ser”. Calados nessa clausura temporal justificamos, racionalizamos uma abstração que nem nos damos conta. O tempo, essa convenção criada por nós – homens, nos fixa a taxa de imaginação constrangida.

A minha memória recente é meio embaralhada. Às vezes vivo como se tivesse apagado um passado, às vezes sou todo futuro... às vezes CARPE DIEM. Que espécie de tempo me rege? Talvez o mesmo tempo inconcreto das promessas, ou ainda dos apressados encontros amorosos e ocasionais. O mesmo minuto de quem ama não pode ter mesmo valor de um segundo de tortura. O tempo é quase que subjetivo... se não fosse as horas, minutos, segundos.

Gastei vinte e cinco anos de experiência pessoal para concluir o que agora escrevo em menos de dez minutos. Você entende e desdiz o que eu disse em menos de cinco. Quanto mede uma dor pela perda de um ente querido? Quanto tempo para me tornar uma pessoa feliz? Que tempo tem? Quanto tempo já existiu? Tempo, tempo, tempo... Felizes os que habitam a esfera menos preocupada que chamam loucura. Felizes os filósofos que admitem e se satisfazem com as perguntas.

Para os comentários: que espécie de tempo te rege? (momento café filosófico, participem!)



Esse texto surgiu a partir da música "Oração ao tempo" de Caetano Veloso que aqui ouviremos a versão fundida ao poema "Poética" de Vinícius de Moraes na voz de Maria Bethânia.

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