UM GOLE DE IDEIAS

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.: Um Gole De Ideias :. -> Dois anos no ar!

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quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Novo Ano Velho

Mas um novo ano se aproxima, e com ele novos planos se formam na mente se expandindo como uma nuvem de desejos. Todas as ideias ficam estagnadas esperando um novo ano. Os projetos parecem esperar por onze meses, até que seja o inicio de um ano novo. Por que, imagine você... Aquela dieta para verão, aquele plano de academia, aquele novo cursinho, todos sempre esperam o próximo ano. E se o mesmo, não começa rapidamente no inicio, Meu Deus... Vou ter que esperar pra começar no próximo ano.
Sempre o ano novo, porque não esse ano? Esse ano pra mudar de vida. Esse ano pra dar aquele “tapa” no visual. Esse ano pra dizer sim ao amor, dizer sim a novos projetos e sim a novas ideias.
Viver esperando o futuro pra mudar a vida, é o mesmo que ignorar tudo que você faz no presente.
Não é a virada do ano que vai “virar” sua vida com novas promessas, é a atitude que você toma hoje que vai refletir o que busca para seu Novo Futuro.
Aproveite agora mesmo pra tomar aquela decisão que está esperando tomar só depois desse fim de ano. Coloque pra fora desse “guarda-roupa” empoeirado todas as vontades e desejos que estavam trancados lá esperando por um falso pretexto de deixar tudo pra O Próximo Ano.

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

JUSTICATIVA DO AMOR


Seria o amor mesmo atemporal, como dizem os ignorantes, os poetas ou, simplesmente, os apaixonados? Mas, e o prazo estabelecido para este sentimento nascer e se desenvolver que trás a Neurociência? Segundo esta, amor não é assim tão fácil, que vem como tempestade mesmo depois

de uma seca, amor é algo sério.


Amor não é "semeado no vento", é construído através de momentos e momentos de conquistas... É um re-apaixonar sem fim... É a paixão já cansada cedendo espaço para o amor (mas ainda assim a paixão insiste em ficar).


Quer saber!? Quando se trata de amor, a ciência está bem limitada se comparada aos conhecimentos dos que a vivenciam. Além do mais, o amor não é objeto de estudo! E se fosse, seria insolúvel, assim como a origem do universo ou deus: ele não pode ser entendido através um método científico - o amor é metafísico (!). Acho que nem pode ser entendido, na verdade. Ele apenas é ou está no ser... Está em mim e em você, ao que me parece. O trecho “ao que me parece” significa deixar em dúbio o sentimento alheio. Árdua tarefa pra quem ama cega e incondicionalmente alguém.


Atenção! Os efeitos colaterais dos que são amados podem ser catastróficos. Muitos nem suportam a difícil tarefa de serem amados. Em meio ao tamanho do sentimento que cativa, que acolhe e que almeja o melhor para o outro, uma pergunta se forma: como pode alguém que é abraçado pelo amor rejeitá-lo? Ficaria sem resposta, mas Drummond já se encarregou de justificar isto: “amor é privilégio de maduros” e há quem nunca em vida amadureça, mesmo embora pleiteie a velhice.


Por fim, toda essa complexidade do amor, que insiste em não ser compreendido me leva a crer na irracionalidade da sua forma. Porque ninguém poderá explicar como é vivenciado anos de prazer num relacionamento que sobreviveu poucos dias; nem amores à distância; nem amores à primeira vista; nem amor algum. Mais uma vez este prosador, que insiste em justificar ou desvendar este sentimento arcaico, fica sem uma conclusão ou desfecho plausível para o leitor que buscava neste texto alguma resposta.

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

a com tece

Parou. Agora já não ouço mais. Seria eu o tempo todo a sugerir que alguma coisa aconteça na minha mente? Não sei. Parece estranho essa idéia de me importar com qualquer ruído, mas depois de me descobrir sozinho, nunca meus ouvidos acreditaram novamente no silêncio. Ouviu agora? Presta a atenção! Não, não é a novela no vizinho, a essa hora já se desligaram os televisores, com certeza. Parece um grito que ecoa longe agonizando por alguma coisa que minha fantasia não permite fazer qualquer conexão com o real. Parece cedo para a angústia do fim de semana, hoje é terça. Parece que você me entende quando eu digo o absurdo e não ouço minha razão debochar. Parece você me chamando. Claro que fui à janela. Não era. Eu ainda como na cama. Trouxe meus melhores livros pra cá hoje. Leio trechos que me excitam. Como as coisas, bagunço os lençóis, falo alto a poesia mais absurda e me reconheço na loucura exata desse instante. E quando me calo. Quando calo. Calo. E ouço. Ouço e tenho a certeza que é você. É você que olha pra mim através do meu subconsciente que nem acredito. É você que maltrata os meus sentidos, afim de que eu reconheça em Deus esse desespero que me assalta. É você, eu sabia! É você! Tem uma câmera aqui? Sabe que esse tipo de mistério me agrada. Eu gosto de correr o risco de ser vigiado e nem te disse. Olha você acertando de novo. Eu preciso dormir. Minha cama parece um ninho após a ceia. Minha cabeça parece uma festa com alegria e tristeza, e eu preciso dormir. Minha testa enruga dos sonhos que não posso dormir. Minha mente resmunga a coragem que não encontro ali, eu preciso te ouvir. Já não ouço mais... Agora tá calmo e vazio aqui. Agora eu me mexo e não saio daqui. Agora eu paro pra poder te ouvir. Agora sou eu que murmuro de cá. Agonizando um grito mudo sem identificar que me ouve. Agora sou eu a gritar. Calado.

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

cinco doses do mesmo


Foi quando ela entrou. Percebi sua presença, mas resolvi ficar imerso ali naquele romance que manuseava. Lembrei que ela sabia os motivos pra me convencer a uma briga e torci pra que não lembrasse. Ouvi os passos precisos que ela deixava no piso ao meu encontro. Meteu a mão destra no meu livro e abaixou um pouco o queixo com um ar decidido enquanto me olhava nos olhos. Não sabia o que esperar, confesso que gostei daquele ar voluptuoso que me olhava. Passei pelo decote com olhos atentos e em clima de luxúria ela pedia que eu batesse. Mastigava as frases libertas de um passado ciumento e pudoroso.


Depois de alguns movimentos de ar pela sala notei que ela havia entrado há alguns instantes. Não sabia bem que olhar era aquele, mas o jornal que lia me atualizava do momento econômico da Colombia e não estava nem um pouco interessado em interromper aquilo. Ouvi ao longe uns passos arrastados e um barulho de garrafa abrindo. Por cima do jornal vi um caminho marcado por acessórios que indicavam a cozinha. Abandonei o jornal e depois do selinho de costume ela me interrogou sobre o cartão de crédito. Na mesa da copa passamos pra assuntos ainda comuns e fizemos amor naquele tom de coragem e rotina.


Logo após me assentar na poltrona favorita, bem após apoiar minha revista de esporte na barriga e arrumar meus óculos no nariz, ela chegou. Vi de longe aquele jeito preguiçoso de dizer que me ama. E o meu jeito automático de repetir o mesmo. Caminhei o longo corredor a lhe lembrar do jantar de confraternização do meu emprego. Ela insistia em falar dos alunos. Lembro de quando ela chegava e fazíamos amor. Senti que uma melancolia ofuscava meu olhar. Pensei em retornar a minha revista, mas ela parecia querer me dizer algo. Nunca vi desmanchar esse tom preocupado que ela tem. Disse “deixa pra lá”.


Olhei o relógio e novamente a mesma revista que estava por cima da pilha. Levantei da poltrona e fui à janela. De novo à poltrona. E novamente à janela, ela saia de um carro diferente. Não era nenhum de nossos amigos. Não vi a cara do sujeito, nem anotei a placa. Sentei passivo no meu lugar na sala e esperei que entrasse como faz sempre. Ouvi seus passos decididos e assustei-me. Lamentei pelas ligações que meu cérebro realizava. Ela abriu a porta e mastigava frases num tom liberto que não apontavam necessariamente para mim. Recuei meu senso de idoso e calei-me no mesmo lado da cama.


Ao invés do sofá escolhi esperá-la na portaria de nosso prédio com a chave do carro na mão sugerindo um jantar diferente. Senti que fazia exatamente a coisa certa e que ela se orgulharia de nosso casamento. Usei meu melhor perfume e coloquei a camisa que ela sempre elogia. Conferi as unhas e o brilho da aliança. Fui pra mais perto do carro visto que este era o exato momento que ela costuma chegar. Todos os dias religiosamente neste horário. Todos os dias tenho tempo de chegar primeiro e descansar a mente. Qualquer clima não resistiria à tamanha surpresa e eu me animava e sustentaria aquele clima por muito tempo se não fosse seus nada rotineiros quarenta e cinco minutos de atraso.

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Cadarço Colorido

Hoje tive vontade de pôr cadarços fluorescentes no meu all star. Não sei se por tendência a essa nova moda que colori o espaço antes monocromático do rock ‘n roll, ou por simples chance de comunicar aos meus pés um estado qualquer de felicidade; na ânsia meio desesperada de chegar um resquício que seja de sorriso a minha mente por muito cética às atividades positivistas.

Claro, que apesar da vontade, não colocarei os tais adornos no meu velho calçado. Justo ele que sobreviveu ao movimento Grunge e deixou uma herança aos contemporâneos desde os anos oitenta. Justo ele que passou pelo furto dos Emos que fizeram isso com muitos adornos que há tempos pertenciam ao rock de verdade. Agora os coloridos ainda têm um quê de particularidade, mesmo com o assalto do all star, mas com modificação. Invejo essa felicidade toda. Talvez só os mais jovens consigam essa alegria que quase nega a nossa condição de humano. A felicidade é inteiramente inadmissível!

Mesmo que dissesse aos meus pés, mesmo que me rendesse aos solavancos da música da moda, e mesmo que bebesse Ice, nenhum estado pleno iria convencer minha mente já entorpecida pelos desafios rotineiros. Prefiro alguma coisa mistura com vodca e o velho violão a entoar canções dramáticas do Nirvana, ou ainda a melancolia do Legião Urbana e Los Hermanos. “I’m so happy cause today I found my friends”. Chega a ser engraçado imaginar o Kurt dizendo isso. Justo ele falando de felicidade... Ironia fina e elegante.

Hoje, quando quis aos meus pés aquela felicidade, imaginei na esperança meio utópica que qualquer que fosse a mudança seria bem vinda. Não acredito mais nisso. A música mostra a qualidade e os defeitos dos seus autores e ouvintes. Não pertenço a essa série de alusões contentes a contemporaneidade. Admito que não consiga entender também. Sou velho a essas concepções, mas vejo algo de saboroso neste tipo de comparação. Consegui a nostalgia comum de dizer o que sempre me disseram: antigamente... ou naquela época...

E lamentar o desperdício de qualquer coisa ou a falta de outra não é sinal de amadurecimento, vocês sabem. A nostalgia ou saudosismo só mostra a inadequação a algo novo. Talvez volte a escrever sobre algum verso de uma música do Restart; talvez tente conquistar alguns aplausos coloridos aos meus escritos. Mas por enquanto minha mente obedece a um critério meio indomável que insiste da solidão temática da inadequação. Perdoem essa ignorância toda de fundo preconceituoso. Mesmo que não use os tais cadarços, invejo a felicidade com que vocês brincam de viver.

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Condenada

Vera,

Sei que me deixou esse e-mail para agarrar-me às tuas coisas caso tivesse coragem em romper com as minhas. Ainda não é isso que faço agora. Meu casamento, como sabes, é controverso a tudo que sonhei um dia. Evitarei os nomes aqui, confio na tua discrição, mas duvido da passividade do seu senso de justiça. Antes de começar o que me trouxe a frente desta tela, aqui no centro da cidade, foi um peso que tenho aqui. Não preciso da tua opinião, acho que já consigo imaginar o que tens a dizer. Sei que o tempo que esteve por aqui percebeu que meu país é muito religioso. Eu sou uma afegã íntegra e mantenho-me firme nos meus preceitos religiosos que em tudo crê na instituição do casamento.

Não conhecia meu marido antes do casamento. Nunca o tinha visto e confesso que a primeira vez que nos vimos, na cerimônia, achei que pudesse ser feliz com aquele homem de traços rústicos. Desde que fomos para casa. Desde o primeiro dia de casada, percebi que não seria tão fácil assim. As outras mulheres de minha família me ensinaram a seduzir, mas me ocultaram aquele tom triste que agora entendo no olhar de cada uma. Na nossa primeira noite ele me possuiu com uma certa delicadeza. Não me incomodava o ofício de servir.

Na última tarde vi o que meus olhos ainda teimam em negar. Uma menina. Uma menina, Alá! Quando cheguei em casa, todas as portas estavam fechadas. Estranhei já desde o quintal. Fui entrando com poucos ruídos e escutei uma voz abafada que parecia implorar por socorro. Foi horrível! Quando entrei em nosso quarto, ele segurava as mãos amarradas de uma menina enquanto introduzia o seu sexo nojento nas partes dela. Aparentemente cinco anos. Ele me ameaçou quando me viu. Saí trêmula do meu quarto. Minhas pernas cambaleantes mal sustentavam meu corpo. Tentei orar, mas não me concentrava em nada. Quis chamar algum ancião que me desse razão, mas não acreditei muito nessa possibilidade. Entendi os vincos nos olhos de minha mãe. Imaginei tanto sofrimento ocultado na vida de cada afegã que você escreve nos teus relatos, Vera. Escreve isso aí.

Isso aconteceu ontem. Ainda ontem voltei a minha casa depois de duas horas. A hora que fugi ainda estava a sofrer com aquela criança. Saí de casa com a pele dela. Quando voltei era eu a estuprada. Imaginei que ele fosse tentar me explicar, mas o ímpeto de homem o fez resignado da culpa antes mesmo de tê-la. Olhou pra mim feito um feitor que escolhe a melhor cabra. Pediu que me aproximasse e num ímpeto levantou minha burca. Desafivelou seu cinto. Livrou-se das calças e da roupa de baixo. E sem nenhuma palavra doce enfiou-me seus princípios junto com a falta que ele passou a representar.

Hoje me sinto merecedora de paz e não a tenho em meu lar. Hoje quando amanheceu evitei olhar pro lado esquerdo de minha cama. Levantei-me e fui me lavar. Senti a coragem entrar pelos poros junto com a água. Cada palavra que aqui escrevo pensei no banho. Não saio desta vida desgraçada a menos que ele me mate, eu sei. Devo ainda assistir a inúmeras cenas como a de ontem. O que quero é poder contar a você o que não entendia ainda quando me conheceu. Vera, não tenho muito mais tempo por aqui. Desejo sorte com os teus escritos. Volto a lhe escrever quando puder.

Salamaleico.

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Rugas e Risos


Olhares próximos, um sorriso amistoso. O quase um século que os separa parece uma linha tênue, quase imperceptível. A criança a vê como mais um rosto entre tantos que baila a sua frente. Uma visão pouco sólida. Uma descoberta, talvez.

Ela o enxerga com dificuldade, porém vê possibilidades. Um menino com caminhos e escolhas multiplos. Ao contrário dela. A jornada está próxima do fim. Quantas crianças ela levou em seus braços? Quantas ela perdeu de vista?

Dois extremos opostos, paradoxalmente, juntos. De um lado, tem-se a experiência, o que sobrou da fé e uma maneira digna de conter lágrimas. Do outro, um ser humano que ainda será calejado pela vida, aberto e, invejavelmente, ingênuo.

Início e fim de todo e qualquer indivíduo que, desavisado, se aventura pelas estradas sinuosas da existência humana. Um resultado esculpido e polido pelo tempo que, sem piedade, nos faz crescer e nos tornar diferente de quem éramos.

Aos céus, sobe uma prece: que Deus dê ânimo aos que ainda não sabem como ficar de pé e descanso aos que muito perambularam por essa vida. Com sorte, ainda veremos o menino olhando seu bisneto.

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Uma homenagem a minha avó, Ondina (foto).

sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Feliz Ano Meu!

A rosa é pra você, lembra, tudo sempre acompanhado de uma rosa... s9

Feliz Ano Novo! – Dizem de todos os lados. Deveria ser franco e dizer que odeio esse rito de passagem de ano... Família reunida, coisas que só o natal, ano novo e enterros conseguem fazer; tias que insistem em ver centímetros a mais em minha altura, centímetros que não existem, mas se fazem necessários para que elas possam proferir o tão odiado esperado “como você cresceu, meu filho!”, ouço isso a mais tempo do que gostaria. Pra ser ainda mais franco, acho que odeio final de ano. Tanta correria pelos aguardados presentes de natal, não gosto de multidões, de gente espremida num mesmo lugar, ainda mais com esse calor escaldante que tem feito nessa época; penso em entrar em uma loja -lotada- desisto. Alguém vai ficar sem presente. Tem, ainda, as compras no mercado com a mãe e a avó, torturante! Três horas dentro de um mercado, orando fervorosamente (coisa que não faço sempre) pra que a senhora à minha frente finalmente pare de admirar as laranjas, as pegue e coloque na sacola...
Definitivamente, não vou muito com esse tal de natal. O que houve com ir à igreja e orar pelo aniversariante do dia? É esse o intuito da data, não é? Jesus? Aliás, não me lembro de ninguém comprar um presente pra ele, nem mesmo minha mãe, assídua católica de missas dominicais. Pobre Jesus, literalmente.

31 de dezembro, véspera de ano novo. A casa acorda agitada, avó na cozinha, mãe na cozinha, tias e primas na cozinha; pai bebendo em frente à churrasqueira junto com os tios e primos, a secular divisão entre lugar de homens e lugar de mulheres. Deprimente. Na cozinha fofocam sobre a sobrinha que não tem obedecido e sobre o neto adoentado. Em volta da churrasqueira discutem sobre o porquê de o Flamengo ter ido tão mal no brasileirão, soltam uma ou outra piada sobre o meu Botafogo, a maior parte da minha família é alvinegra, menos meu pai, flamenguista, que me deserdou por ter escolhido outro time. Meia-noite, fogos de artifício. Abraços e mais abraços, juntos com palavras de bom ano, com mantras de que tudo será melhor do que no ano anterior; frustração por estar em meio a tudo isso...

O ano de 2010 não foi ruim, por mais que meu pessimismo tente me mostrar o contrário. Comecei a dar aulas, é divertido, afinal. O último ano que passei por completo na faculdade, já que me restam apenas seis meses no próximo ano. Gente saindo da minha vida, por falta de papel nela ou por puro descaso com a “amizade”, talvez meu, talvez dela. Mas, principalmente, gente entrando em minha vida, gente importante, com status de papel principal na fantástica história da vida do Lucas. Minhas resoluções para 2011 são as seguintes: Quero continuar trabalhando, enquanto não me frustro completamente com a profissão de professor. Quero estreitar os laços de amizade com os grandes amigos que tenho, poucos, mas os melhores. Pretendo valorizar mais minha família, afinal, não serão eternos e são os melhores laços que tenho com o passado e os melhores que terei no futuro. Uma namorada... sim, uma namorada (frisando pra todos os amigos que não acreditaram quando leram essa parte), quero alguém comigo, alguém pra mim, por mais egoísta que possa parecer. Quero fazer alguém feliz e ser feliz junto, por conseqüência. Sei que posso, sei que consigo, sei o que eu quero. Quero você, que talvez esteja lendo esse texto, agora, que talvez esteja se perguntando se isso é mesmo pra você; sim, é pra você! Te faço feliz, prometo! Não minto, não pra você, pediu que eu não fizesse isso e eu nunca fiz, mesmo querendo, algumas vezes dizer que estava feliz pra te deixar feliz, mas acabei te deixando triste por estar triste, porque eu não podia mentir. Meu ano novo, renovado, precisa de você pra ser melhor. Você com seu sorriso, com seus olhos, seu jeito, seu cheiro... Você e eu, juntos. Penedo... Preciso de você! Preciso dos meus amigos, da minha família, preciso de mim, acreditar em mim, ter fé em mim e no que posso fazer pra que as coisas aconteçam. Me faço otimista em 2011, incrível... Bom Ano Velho! Ótimo Ano Novo! Feliz Ano Meu!
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